Boas vindas

Aqui estão meus pensamentos, abstrações, ideias, e o que mais vier na minha mente. Espero que goste!

sábado, 9 de abril de 2011

A algema no meu pulso esquerdo

No meu pulso esquerdo tem uma algema. E o pior é que foi escolha minha me prender à ela. Sempre tão fascinado por ela, sempre quis tê-la. Agora sofro as consequências.

Já tive outras dessas. Já tive umas que faziam tic tac, outras que faziam aquele barulho chato pra despertar. Essa algema tem controle sobre mim, me controla pelo poder do tempo, das horas, dos minutos. Me faz ficar tenso, me faz correr. Ela que me diz se estou atrasado ou se estou adiantado. Ela me chicoteia, ela é a minha dona. Compromissos e mais compromissos. Ela me faz enlouquecer.

Além de tudo, ela é mimada! Não pode ir pro banho comigo, se não ela estraga. Mas se eu demoro no chuveiro, ela vai ficando mais irritada, e seu ponteiros só vão avançando. Tenho que ir logo em busca dela para prendê-la em meu pulso novamente.

Essa algema tem aliados. Um bando de folhinhas penduradas na parede. Um monte de tabelinhas com numeruzinhos os quais eu marco um X a cada dia que passa. Tem também uma caixinha com uma telinha colorida que pega carona no meu bolso. Tem sempre alguém pra me cobrar e falar comigo por essa caixinha.

Por que escolhi isso? Por que escolhi me prender aos ponteiros, ou então à números digitais que apitam todo dia de manhã me obrigando a cumprir os meus inúmeros deveres? Olho para o meu dono do tic-tac, fico preocupado com o que ele está mostrando. Sou limitado aos números que ele aponta.

Tenho que resolver problemas. Tenho que chegar na hora. Tenho que cumprir prazos. Tenho que acordar cedo. Não tenho mais a liberdade de decidir quando vou resolver tal problema se estou atolados de coisas. Poderia ir com calma, resolver tudo sem estresse. Mas a tal algema do meu pulso esquerdo não deixa. Um dia acho a chave dessa algema.

Agora tenho que ir. O tempo que eu implorei para que a algema me desse pra descansar um pouco acabou. Vou indo antes que ela apite de novo.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Cota de palavras (esgotada?)

Não é uma reclamação. Não é mais um daqueles textos pedindo “pelo amor de Deus, inspiração... apareça!”. Aliás, inspiração eu andei tendo demais, ainda mais que tenho agora uma fonte de inspiração mais que suficiente. Acontece que as palavras fogem. Já não sei mais que palavras usar para descrever meus sentimentos. Sentimentos esses que por sinal são dos melhores possíveis! Estou amando, perdidamente. Estou com a pessoa que quero passar o RESTO DA MINHA VIDA!

Mas como descrever um sentimento tão forte com meras palavras? Eis aqui, na minha concepção, uma das tarefas mais árduas de um escritor. Muitos até vêem isso como obrigação. E para esses, os que não conseguem, vem a frustração.

Acontece que não sou escritor de verdade, nunca fui, não tenho problemas com essas frustrações – apenas algumas vezes quando tenho uma idéia e não consigo por no papel. Tento apenas imitar, botar pra fora o que sinto. Mas e quando faltam palavras? É como diz a música de Renato Russo: “Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?”.

Sentimentos é a forma mais complexa de expressão do ser humano, vai muito além de palavras. Convertê-los em palavras é dom que poucos têm. Mas resta-nos uma alternativa: o gesto! Mesmo que às vezes pareça difícil, tento botar minhas emoções pra fora através do gesto! Nem todos sabem bem como fazer isso, eu mesmo ainda estou aprendendo. Acontece que o que vale mesmo é o que estou sentindo lá no fundo do coração, que só eu sei o quão me faz bem, e que quero que os que estão a minha volta saibam, principalmente uma certa pessoa, a qual já está com uma aliança com o meu nome gravado.

Por fim, resolvi então dizer como anda a minha vida. Ela está melhor que nunca! Estou muito, MUITO feliz. Conheci a pessoa mais perfeita desse mundo, desse universo. Temos planos de viver juntos, sermos felizes pra sempre. Pra mim esse amor é o mais lindo e puro que pode existir! E farei o impossível pra deixá-lo assim, sempre firme e forte!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Como se aprecia um pavê (um ano de vida)

"Como se faz Pavê" completou um ano de vida nessa sexta! Por conta disso, aos poucos o blog está sofrendo algumas alterações, em breve teremos ele com um design um pouco mais refinado! E pra comemorar, eis o texto "Como se aprecia um pavê", afinal, vocês passaram um ano vendo como se faz pavê. Agora é como se aprecia (rs), mas calma que não fui que fiz esse texto, foi feito por uma pessoa especialista no assunto! É a pessoa que mais me tem feito feliz ultimamente. É a pessoa mais especial que podia conhecer, e a que mais amo nessa vida!  Ela escreveu esse texto quando ainda estávamos nos conhecendo (rs). Muito obrigado por tudo, amor! *-*


Como se aprecia um pavê
"Primeiro é preciso olhá-lo, atenciosamente para cada detalhe. Mas não basta ver e se maravilhar apenas com a cobertura. É preciso aprofundar, mergulhar dentro dele e conhecer cada ingrediente, cada detalhe é importante para conhecer o todo. É preciso sentir e saber valorizar pedacinho por pedacinho, afinal todos os ingredientes são fundamentais para torná-lo o que é.

Porém o pavê é um doce especial. Não se aprecia por completo da noite para o dia, pode levar tempo, um longo tempo. E o bom disso é que a cada minuto se aprende a apreciá-lo melhor. Conhecendo mais e mais se começa a perceber o quão divertido, doce, sensível, irresistível e fascinante ele pode ser quando bem protegido das intempéries que o tempo pode trazer.

Apreciá-lo pode não ser uma tarefa fácil. Requer atenção, sensibilidade, carinho e respeito. E aviso: palpitação acelerada, perda de sono, e frio na barriga são sintomas comuns durante o processo. Mas uma coisa eu garanto: O resultado é MARAVILHOSO!!!"

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Gotas de chuvisco

Prazer em te conhecer, gostei mesmo de você. Vamos nos ver de novo? Claro, com certeza. Nos esbarramos novamente, foi fantástico, foi inesquecível, foi simples, complexo, mágico.  De repente, sem querer, acontece. Um sentimento cresce dentro de nós, impossível de ser controlado. O freio não adiantou. Já é tarde demais. Estamos nos amando.

Já estou com saudades. Vai demorar nos vermos novamente? Quero de novo! Quer te ver novamente, sentar num banco de uma praça, não ligar para os carros passando, para as pessoas reparando, e nos lambuzar com as gotas de chuvisco, repentinas, acompanhadas de um delicioso vento gelado, que nos fez ficar mais perto um do outro.

Mais abraçados, abraço forte, e que abraço, quentinho e aconchegante. Conquistei o direito de seus raros abraços. E o chuvisco desabando, querendo nos expulsar daquele momento tão especial. A gente persiste, para aproveitarmos mais uns minutos. Nesse meio tempo bate a esperança do chuvisco passar.

É chegada a hora de partir, não podemos gripar, precisamos estar inteiros para que no próximo encontro possamos aproveitar muito. Vamos nos despedir, dar mais uns beijos e amassos, dizer que te amo muito loucamente, e deixar registrada a vontade para o nosso próximo esbarrão. Despedida cruel, o que fica mesmo é a vontade de passar a noite toda, o tempo todo ao seu lado. Já estou querendo te ver de novo. E você?


PS: Te amo muito, não duvide disso! S2
RAAAWR!!!

P T

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sou dois


Não sou apenas um, sou dois. Tenho duas vontades, paralelas e onipresentes. Gosto tanto da solidão, quanto da companhia. As duas me atraem igualmente, ao mesmo tempo. Sem essa de momento, de uma hora querer o um, e outra hora o dois. É tudo junto, simultâneo.

Gosto do doce e do salgado, quero os dois juntos. Se estou com fome, queria poder senti-los ao mesmo tempo.

Gosto do quente e do frio, dois extremos absurdamente contrastantes. Gosto do choque térmico, da luta entre temperaturas, das suas bruscas variações.

Gosto do sol e da chuva, do escuro e do claro, da água e do fogo, do vento e da terra, do sonho e da realidade, da matemática e do português, do rock e do eletrônico, do cachorro e do gato, da fome e da sede, da preguiça e da empolgação, da ação e do pensamento, de arriscar e de me sentir seguro.

Quero o novo e o velho. Quero voar ao nadar, quero nadar ao voar. Quero parar ao andar, quero andar ao parar. Quero ficar ao sair, quero sair ao ficar.

E tudo ao mesmo tempo, sem essa de momento. Sou dois, duas personalidades, sempre presentes, sempre ativas. Sempre disputando por seus gostos antônimos. Sou anjo e demônio, busco o paraíso e aspiro o inferno.  Caminho para a luz, e gosto da sombra. Maldita bipolaridade, maldita indecisão. Isso que dá ser dois. Sou dois. Somos dois.


Texto com algumas sugestões do Marcos Maia. Obrigado Marquinho!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ácido do Silêncio

Meus pensamentos soltos
Destraduzidos em palavras
Escondido em versos
Codificados em estrofes
Incompreensíveis em poemas.

Pensamentos meus, indecisos
Trancados, algemados,
Definindo meus sentimentos
Calando minha boca
Corroendo meu interior.

Sentimentos meus, preguiçosos
Não caminham ao destino
São corroídos, destruídos
Pelo ácido do silêncio.
Pobre portador dessa afasia.

Agonias nossas, preocupantes
Vindas de quem gosta de mim
De quem se preocupa
De quem sofre
De quem não entende meu olhar.

Agonias minhas, de saída
Pois um dia elas se mostrarão
Quando não houver mais interior
Este já terá sido corroído
Pelo ácido do silêncio.


Procura expressar-se? Procura expor suas vontades? Procura curar-se? Cuidado para não estragar sua receita do dia, ou, pior ainda, a receita da sua vida inteira.

domingo, 20 de junho de 2010

Um brinde à amizade

Alguém me diz: como se faz pra ver a vida? Quero saber, vou tentar enxergar além, construir novos conceitos, mudar os já presentes. E como fazer um pavê? Estou com desejo de grávida, necessito de um doce. Enquanto absolvo e desenvolvo esta receita a cada dia, a receita de uma vida ínfima que aqui vive entre vocês, vou escrevendo o que não se escreve, expressando os meus sentimentos, denunciando o mundo que nos rodeia, desabafando meus amores. Não me importo se alguém não ler, a minha missão principal estará concluída: a de conseguir botar pra fora aquilo que guardo há tanto tempo. Mas sei que seria egoísmo meu querer que ninguém lesse algumas doses de mim, e sei que tem grandes amigos meus lendo meus versos, compartilhando comigo os mesmos sentimentos e opiniões, ou impondo as deles. E é com eles que quero viver, viajar!

É com os meus amigos que quero sonhar, para conseguirmos atrair mais e mais inspirações, para fazermos crescer o nosso interior, para adquirirmos mais e mais fantasias e devaneios. Quero com eles viajar nos versos de fabulosos destinos que se esbarram com os nossos, sem querer, necessariamente.

É com eles que irei adentrar nas florestas da imaginação, enfrentar as adversidades, que na verdade acabam sendo pequenos perigos, pois estamos juntos para enfrentá-los. Vamos nos deparar com flores e lobos. Sim, lobos, que contemplam a tão bela lua com o seu uivar, acompanhados de um céu tão bem estrelado, impossível de não se desfrutar. Com eles vou atrás do divino, imaginar e criar coisas que não existem. Vamos projetar essas coisas, colocar dentro de nossos versos, inversos nossos.

E quem sabe no meio dessa caminhada pela floresta façamos novos amigos, que assim como nós, gostam de viajar por poemas e prosas, das formas mais belas e sedutoras.

Amigos, é com vocês que quero viver! Muito obrigado por tudo, tudo, tudo... Amo vocês! Se eu pudesse ser famoso, e espalhar pelo mundo algumas mensagens, elas seriam boas, e minha inspiração seria vocês.

Uma singela homenagem aos meus amigos blogueiros. Um brinde à amizade!